"Frankenstein" O problema não e o filme, e sim toda a sua forma de lançamento
- Leonardo Souza
- 18 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
O novo filme que adapta a história da grande Mary Shelley não é uma adaptação totalmente fiel Guillermo del Toro muda alguns pontos mas nada que comprometa o contexto geral da obra. Guillermo é um gênio em contar histórias de monstros, e aqui não é diferente. Desde o começo, assim como Mary em seu livro, ele deixa muito claro quem é o verdadeiro monstro da história.
É um filme “8 ou 80”: acho que as pessoas vão amar ou odiar. Isso, porém, não desqualifica o filme. Ele continua sendo uma grande obra e tinha tudo para ser um enorme sucesso, mas provavelmente vai acabar perdido no catálogo da Netflix.
Esse foi meu maior problema com o filme: não tive a oportunidade de assisti-lo na grande tela. Nos cinemas do Brasil, ele ficou em cartaz por apenas uma semana ou até menos e fora do país não foi muito diferente. Isso estraga completamente a experiência que o filme pede e que Guillermo del Toro merece. A fotografia é linda, grande parte feita de maneira manual, e tudo isso se reduz a algo que vira um coisinha de R$1,99 na TV.
Seguindo o gancho da Netflix, muitas críticas surgiram dizendo que o filme é “mastigado demais”, que ele se autoexplica o tempo todo. Eu não concordo totalmente. O livro já é denso em leitura e chega a ser quase teatral, e o filme não fica muito atrás. Apesar de achar que em alguns momentos ele realmente se explica demais, eu entendo o motivo: está sendo lançado em uma plataforma de streaming, onde qualquer pessoa mesmo quem nunca ouviu falar da história pode ver o pôster e simplesmente dar play. Vocês realmente acham que seguir o livro de A a Z manteria a atenção desse público? A Netflix quer dinheiro e audiência, e sacrifica qualquer coisa para conseguir isso até mesmo um roteiro extremamente fiel.
Frankenstein é um dos melhores filmes do ano. De longe supera todas as outras tentativas de adaptar o livro para as telas. É nítido o quanto Guillermo queria adaptar a história de Mary Shelley, e graças a Deus ele pôde fazer isso porque tivemos a oportunidade de assistir a uma grande obra.

Nota: 5/5



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