"Ladrões (2025)" Um Aronofsky diferente, mas ainda brilhante
- Leonardo Souza
- 8 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Como é bom ver um diretor que não fica preso à mesma forma de fazer cinema.
Ladrões é, de longe, um dos filmes mais criativos do ano, o que não surpreende, já que seu diretor é o talentosíssimo Darren Aronofsky, responsável por obras-primas como “A Baleia” (2022) e “Cisne Negro” (2010).
Dessa vez, Aronofsky entrega algo completamente diferente de tudo o que já fez: um filme de ação muito bem executado. É verdade que a história não é revolucionária nem extremamente complexa, mas o longa tem algo que muitos filmes recentes parecem ter perdido, ele tem vida. Ladrões não tenta seguir fórmulas prontas de outros filmes do gênero; ele tem seu próprio brilho e sua própria forma de contar histórias, o que o torna mais interessante e único.
No entanto, é preciso dizer que os primeiros 40 minutos são um pouco cansativos. O filme se arrasta e demora para realmente mostrar ao espectador o que está acontecendo. Ficamos tentando adivinhar o sentido da trama até que, por volta da metade, as peças finalmente se encaixam e tudo começa a fazer muito mais sentido.
As atuações merecem destaque. Zoë Kravitz entrega um trabalho contido, mas eficiente, exatamente dentro do que o papel exige. Regina King está impecável, como sempre uma atriz versátil e poderosa que domina cada cena em que aparece. E é ótimo ver Austin Butler se desprendendo cada vez mais da sombra de Elvis; ainda há traços do personagem, mas já é possível ver a diferença. É animador pensar no momento em que mal lembraremos daquele papel, de tão diversa será sua filmografia.
No fim, Ladrões cumpre seu papel e vai além. O filme tinha tudo para ser um clichê, mas consegue ser interessante, divertido e um tanto insano. Obras como essa merecem nossa atenção.

Nota: 4/5



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